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# Áudio atribuído a diretor cita suposta meta de votos para Alan Porto em MT
- URL: https://intsoft.com.br/audio-atribuido-a-diretor-cita-suposta-meta-de-votos-para-alan-porto-em-mt/
- Published: 2026-09-09T00:51:14.000Z
- Updated: 2026-09-09T16:51:15.000Z
- Description: MPE investiga suposto uso da estrutura da Educação
- Author: Redação
- Tags: Eleições 2026, #Import 2026-09-10 20:51

Um áudio divulgado pela imprensa local e atribuído ao diretor de uma escola estadual de Santo Antônio do Leverger, município distante 35 km de Cuiabá, menciona uma suposta meta de 50 votos por unidade de ensino em favor do candidato a deputado estadual Alan Porto (Republicanos), ex-secretário de Estado de Educação de Mato Grosso. Segundo apuração do VGN, a gravação vem à tona em meio a uma investigação conduzida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) acerca do suposto emprego da máquina da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) para fins eleitorais.

Na gravação, que não traz data, o servidor identificado como Valmir Fernandes, apontado como diretor da Escola Estadual Santana do Taquaral, questiona professores e funcionários sobre o apoio ao candidato. "Nós somos da educação, não somos? Então, aí eu pergunto o seguinte para vocês. Nós vamos apoiar ele ou não? Quem tá com Alan Porto aí?", diz o áudio divulgado pela imprensa local.

Ainda de acordo com o material, ele cita uma reunião que teria envolvido diretores de escolas do município e diz que teria cabido a cada unidade uma "cota" de votos. "Cada escola ficou com uma cota. Sabe quantos votos que o Santana Taquaral tem que dar para ele? \[...\] 50 votos", afirma o diretor no áudio.

Servidoras que participam da conversa reagem à meta e afirmam já ter escolhido outro nome — de acordo com o diálogo, as duas apoiariam a reeleição do deputado Wilson Santos (PSD), a quem o próprio diretor diz ter apoiado antes de assumir a área da Educação. "Não consegue, né? É muito voto. Não consegue. Não consegue. Eu acho que é muito voto", diz uma delas. Questionadas por ele sobre a quantidade de funcionários da escola, outra rebate: "Mas funcionário não quer dizer que é voto".

Segundo apuração do VGN, caberá à investigação atestar se os áudios são autênticos, em que contexto as falas ocorreram e se servidores foram, de fato, orientados ou pressionados a apoiar um candidato específico. A reportagem do VGN registra ainda que um juiz eleitoral viu possível uso de servidoras em um vídeo de Alan Porto e determinou que o MPE apure o caso.

Em nota, Alan Porto afirmou que seus atos e atividades observam a legislação eleitoral e as regras fixadas pela Justiça Eleitoral, e classificou a liberdade de escolha do eleitor como princípio fundamental do processo democrático. Segundo o texto, o candidato "jamais autorizou qualquer diretor, funcionário, apoiador ou colaborador de qualquer instituição a falar em seu nome para exercer pressão, constrangimento ou qualquer forma de interferência sobre a decisão de quem quer que seja".

Sobre os áudios e as denúncias encaminhadas às autoridades, o candidato disse confiar no trabalho das instituições e afirmou que prestará, sempre que necessário, os esclarecimentos devidos. De acordo com a nota, ele "seguirá concentrado na apresentação de propostas e no diálogo com a população".

Áudio divulgado pela imprensa local · investigação em andamento

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