A EMEB Lúcia Leite Rodrigues, localizada em Várzea Grande, encerrou nesta segunda-feira (31) a programação dedicada ao Agosto Lilás. A iniciativa, que mobilizou estudantes da Educação Infantil ao 9º ano, buscou difundir valores como o respeito, a igualdade e a valorização da vida, combatendo a violência doméstica por meio de atividades pedagógicas contínuas.
Ao longo do mês, o corpo docente promoveu pesquisas, produções de cartazes e debates em sala de aula. A diretora da unidade, Valéria Martins Silva, destacou que o objetivo central é formar cidadãos conscientes. Segundo ela, é fundamental que crianças e adolescentes compreendam, desde cedo, que a violência contra a mulher é inaceitável e que o respeito deve ser a base das relações sociais.
A ação contou com o apoio técnico das psicólogas Luísa e Bruna, integrantes do projeto Regando Lírios. O encerramento foi marcado por apresentações culturais, incluindo uma peça teatral organizada pelo projeto ETA sob a orientação do professor Damião, que simulou situações de abuso para ilustrar a importância da denúncia e do apoio às vítimas.
O aluno Pedro Rufino, de 11 anos, que participou da encenação, reforçou a mensagem transmitida aos colegas: “A violência contra a mulher é uma coisa que não pode acontecer, porque é um crime. Mulheres têm que ter uma segunda chance de vida. E, se você está sofrendo disso, ligue. Não deixe que a violência chegue ao último capítulo”, pontuou o estudante.
A diretora Valéria Martins Silva ressaltou que a mobilização foi impulsionada por casos recentes de feminicídio na região, que a motivaram a intensificar o debate escolar. Para ela, a educação é a ferramenta principal para desconstruir padrões de agressividade e promover o entendimento de que o término de uma relação é sempre preferível à manutenção de um convívio desarmônico e perigoso.
O evento consolidou o papel da instituição de ensino no desenvolvimento de competências socioemocionais. Ao abordar temas sensíveis com sensibilidade e embasamento, a escola contribui para que os jovens atuem como agentes de mudança em suas comunidades, fomentando a cultura de paz e a proteção dos direitos humanos em Mato Grosso.