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Eleições 2026

Campanha para deputado federal em 2026 já movimenta R$ 982 milhões

Financiamento público sustenta 95% das despesas eleitorais

Campanha para deputado federal em 2026 já movimenta R$ 982 milhões
Foto: Agência Câmara de Notícias

A corrida por uma cadeira na Câmara dos Deputados lidera o volume de investimentos nas Eleições 2026. Segundo dados da plataforma de prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os candidatos a deputado federal já somam R$ 982,8 milhões em receitas declaradas, superando o montante destinado a qualquer outro cargo em disputa no pleito deste ano.

O financiamento público é o principal combustível das campanhas, respondendo por R$ 932 milhões, o que equivale a 95% do total arrecadado. O restante, cerca de R$ 50,6 milhões, provém de fontes privadas, englobando doações de pessoas físicas, recursos próprios dos postulantes e modalidades de financiamento coletivo.

Ao comparar os gastos, a disputa pela Câmara Federal se destaca amplamente frente aos outros cargos. Para efeito de comparação, as campanhas para assembleias legislativas movimentaram R$ 406,7 milhões, enquanto as corridas ao Senado, governos estaduais e Presidência da República registraram, respectivamente, R$ 174,9 milhões, R$ 196,6 milhões e R$ 83 milhões.

Regionalmente, o Sudeste concentra o maior volume de recursos, totalizando R$ 397 milhões, sendo que apenas São Paulo detém R$ 188 milhões do montante. O Nordeste aparece na segunda posição com R$ 264 milhões, seguido pelo Sul (R$ 151 milhões), Norte (R$ 100 milhões) e Centro-Oeste (R$ 71 milhões).

Entre as siglas partidárias, o PL lidera o ranking de verbas disponíveis com R$ 253,8 milhões, seguido pelo PT, com R$ 172,1 milhões. Na sequência aparecem o PP, PSD e União Brasil. No que tange às doações privadas, o PL também encabeça a lista, seguido pelo Novo, PT e PSD.

A legislação eleitoral mantém o teto de gastos para deputados federais em R$ 3,17 milhões, o mesmo patamar observado em 2022. O limite para contratação de pessoal também segue critérios rígidos, variando conforme o tamanho do colégio eleitoral de cada estado, indo de 342 funcionários em Tocantins até 6.584 na estrutura de campanha em São Paulo.