A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo está pronta para marcar época. Com realização entre os dias 4 e 13 de setembro no Distrito Anhembi, o evento se consolida como o maior de sua trajetória, ocupando uma área total de 86 mil metros quadrados. O espaço representa uma expansão de 28% em relação ao formato anterior, garantindo mais conforto e diversidade para o público.
A organização da Câmara Brasileira do Livro (CBL) projeta a presença de mais de 700 mil visitantes durante os dez dias de feira. Para atender a essa demanda, a infraestrutura foi ampliada, incluindo um crescimento de 20% na área comercial e melhorias significativas nas zonas de alimentação e convivência, além de 11 espaços temáticos dedicados a debates e exposições.
O cronograma é robusto, somando 3.450 horas de atividades culturais. Ao todo, 350 autores nacionais e internacionais estarão presentes para interagir com os leitores. Entre os destaques brasileiros estão nomes de peso como Conceição Evaristo, Eliana Alves Cruz, Ruy Castro, Lilia Schwarcz e a ministra do STF, Cármen Lúcia, que apresenta sua obra sobre a democracia brasileira.
A literatura contemporânea também ganha protagonismo com a presença de Itamar Vieira Jr., Aline Bei e Bethania Pires Amaro, vencedora de prêmios como o Jabuti. O evento ainda abre espaço para fenômenos globais, recebendo Alice Oseman, autora da série Heartstopper, e a biógrafa Lesley-Ann Jones, conhecida por suas obras sobre ícones da música mundial.
Nesta edição, a Espanha é a convidada de honra, trazendo uma curadoria assinada por Marta Sanz. Em um pavilhão de 500 metros quadrados, o público poderá conferir uma programação especial que celebra o intercâmbio editorial e cultural entre os dois países, reforçando o caráter internacional da feira.
Os ingressos para o festival literário já estão disponíveis para compra através da plataforma Fever. Com uma estrutura física otimizada e uma curadoria que transita entre a memória, a ancestralidade e as novas tendências do mercado editorial, a Bienal reafirma seu papel como o principal ponto de encontro do livro no Brasil.