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Cidades & Mato Grosso

Docentes da rede privada do Rio de Janeiro paralisam atividades por um dia

Docentes cobram reajuste salarial e hora-atividade

Docentes da rede privada do Rio de Janeiro paralisam atividades por um dia
Foto: Agência Brasil

No Rio de Janeiro, professores de instituições de ensino privado iniciaram uma paralisação de 24 horas nesta quarta-feira (2). A mobilização da categoria tem como principais bandeiras a recomposição salarial e a busca por melhores condições de trabalho, além da valorização profissional da classe no estado.

A decisão de cruzar os braços por um dia foi tomada de forma coletiva durante uma assembleia organizada pelo Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio) no último sábado (29). A medida drástica foi adotada após diversas rodadas de negociação com a representação patronal terminarem sem nenhum tipo de consenso.

Como parte das ações do dia de greve, os docentes realizaram uma manifestação concentrada no Largo do Machado, situado no bairro do Catete, na zona sul carioca. Segundo estimativas divulgadas pela entidade sindical, o ato público reuniu mais de mil profissionais da educação particular ao longo do dia.

A defasagem nos vencimentos é um dos pontos críticos apontados pela categoria. O diretor jurídico do Sinpro-Rio, Fábio Conde, ressaltou que as demandas de trabalho fora do ambiente escolar cresceram expressivamente nos últimos anos, especialmente no período pós-pandemia, englobando atividades em plataformas virtuais, adaptação de materiais didáticos e outras tarefas remotas.

"A gente vem solicitando que o patronato aceite que a gente inclua uma cláusula para remuneração por essa hora-atividade fora de sala de aula, porque o professor tem trabalhado demais sem receber nada", declarou o diretor jurídico da entidade, Fábio Conde, ao detalhar as reivindicações da categoria.

Procurado para comentar a paralisação e as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores, o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Rio de Janeiro (SinepeRio), que representa as escolas particulares, preferiu não se pronunciar sobre o assunto até o momento.