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Eleições 2026

Eleições 2026: o que marcou a semana a 29 dias do primeiro turno

TSE define chapas e Pivetta e Wellington travam embate

Eleições 2026: o que marcou a semana a 29 dias do primeiro turno
Arte: HOJE MT · Com informações da Agência Brasil e Agência Senado

A 29 dias do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro, a primeira semana de setembro concentrou definições que desenham a reta final da corrida eleitoral. Entre 1º e 5 de setembro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou chapas presidenciais e mandou remover conteúdo falso da internet, os candidatos ao governo de Mato Grosso se enfrentaram em debate e os partidos receberam os recursos bilionários do Fundo Eleitoral.

No campo presidencial, o TSE aprovou na quinta-feira (3) seis chapas e suspendeu a campanha de Pablo Marçal — outras sete ainda aguardam julgamento, conforme o tribunal. Na mesma semana, a Corte restabeleceu a propaganda digital de Wilson Grassi, com a retomada dos repasses do fundo eleitoral ao candidato, e liberou a campanha de Renan Santos na internet após regularização, em decisão do ministro Dias Toffoli.

A desinformação também pautou a Justiça Eleitoral. O TSE fixou prazo de 24 horas para que Eduardo Bolsonaro apagasse publicações falsas sobre as urnas e validou o uso de inteligência artificial em vídeo de Bolsonaro, ao estabelecer regras para deep fakes na campanha. No Rio de Janeiro, o tribunal autorizou o emprego de forças federais na segurança da votação, e o TRE fluminense cassou o registro do deputado Val Ceasa, por apontar suposto vínculo do parlamentar com facção criminosa.

Na disputa que o eleitor mato-grossense decide nas urnas, Pivetta e Wellington, candidatos ao governo do Estado, trocaram acusações sobre sigilo e lobby em debate na segunda-feira (1º). No mesmo dia, Pivetta afirmou que pretende devolver R$ 100 milhões a servidores por juros considerados abusivos — o recurso está em juízo e depende de decisão judicial para o repasse.

Entre os presidenciáveis, a semana teve sabatinas, caminhadas, comícios e entrevistas em rádios pelo país. Na sexta-feira (4), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caminhou por Juazeiro do Norte (CE) e defendeu o fim da escala 6x1; Flávio Bolsonaro (PL) visitou um polo de tecnologia em São Carlos (SP) e falou em qualificação de jovens; Romeu Zema (Novo) participou de sabatina em São Paulo e criticou a isenção para compras internacionais de até 50 dólares; e Augusto Cury (Avante) defendeu, em São José do Rio Preto (SP), o fim da reeleição no Executivo. No fim de semana, a agenda passa por feiras agropecuárias, como a Expointer, no Rio Grande do Sul, com Ronaldo Caiado (PSD), e a Camaru, em Uberlândia (MG), com Zema.

O dinheiro da campanha começou a circular: os partidos receberam R$ 5 bilhões do Fundo Eleitoral para financiar as candidaturas. O perfil de quem disputa o pleito também mudou — conforme o TSE, os pedidos de registro caíram de 29.262 em 2022 para 20.829 neste ano, as candidaturas femininas à Câmara dos Deputados recuaram 24% e as de pessoas autistas saltaram de 13 para 70, alta de mais de cinco vezes. Ao todo, 524 candidatos declararam algum tipo de deficiência à Justiça Eleitoral.

Para o eleitor, os serviços foram ampliados. O Programa Seu Voto Importa garante transporte gratuito no dia da votação a quem tem deficiência ou mobilidade reduzida — o pedido para o primeiro turno deve ser feito até 14 de setembro nos cartórios ou nos canais dos TREs. As urnas terão fonte tipográfica mais legível, barra de progresso na tela e intérpretes de Libras com funções ampliadas, segundo o TSE, que contabiliza 1,97 milhão de eleitores com deficiência, quase 14 vezes mais do que em 2010. Parceria com a Defensoria Pública da União assegura ainda orientação jurídica remota durante o pleito.

O calendário agora aperta: cerca de 158,74 milhões de eleitores estão aptos a votar em 4 de outubro, e o eventual segundo turno será em 25 de outubro. O voto é facultativo para jovens de 16 e 17 anos, analfabetos e maiores de 70, grupo que não sofre penalidade por ausência. Conforme a Justiça Eleitoral, cerca de 1,7 milhão de adolescentes emitiram o título até o fechamento do cadastro, em maio — quem perdeu o prazo ficará de fora desta eleição.