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Economia

Ibovespa dispara mais de 3% e atinge maior patamar desde maio

Dólar recua para R$ 5,10 impulsionado por estrangeiros.

Ibovespa dispara mais de 3% e atinge maior patamar desde maio
Foto: Agência Brasil

Em São Paulo, a bolsa de valores brasileira registrou uma forte alta nesta quarta-feira (2). O Ibovespa, principal indicador da B3, disparou 3,05% e encerrou o dia aos 185.205,09 pontos. Trata-se do maior patamar alcançado pelo índice desde o início de maio, consolidando a 11ª valorização diária consecutiva do mercado acionário nacional.

Paralelamente, o mercado de câmbio apresentou retração significativa. O dólar comercial recuou 0,91%, cotado a R$ 5,106, estabelecendo a terceira queda seguida e o menor valor de fechamento desde o dia 7 de agosto. A moeda americana chegou a registrar alta de 0,33% pela manhã, mas reverteu a tendência e acelerou a desvalorização após a divulgação de novas pesquisas eleitorais.

O movimento positivo da bolsa foi impulsionado pela retomada do fluxo de capital externo. Investidores estrangeiros voltaram a adquirir ativos brasileiros nos últimos dias, revertendo a tendência de retirada de recursos que havia marcado as primeiras semanas de agosto. Essa entrada de recursos deu sustentação para que o índice atingisse a máxima de 186.028,06 pontos durante o pregão.

No cenário internacional, a volatilidade foi alimentada pela escalada de tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos e o Irã. Esse atrito refletiu diretamente no preço do petróleo, que encerrou em alta devido aos riscos de interrupção no tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o escoamento global da commodity.

Em Nova York, o barril do tipo WTI para entrega em outubro avançou 0,88%, fechando cotado a US$ 91,01. Já o barril do tipo Brent, que serve de referência para as operações da Petrobras, registrou valorização de 1,04%, atingindo US$ 95,63. A alta dos preços também foi influenciada pela redução inesperada nos estoques oficiais de combustíveis dos Estados Unidos.

Por fim, os agentes financeiros monitoram os próximos passos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A expectativa do mercado é de que o cartel mantenha inalterada a sua política de produção para o mês de outubro, conforme decisão a ser avaliada na reunião agendada para o próximo domingo (6).