☀️ Cuiabá, MT 32°C Edição Digital
ASSINAR AGORA
Economia

Indústria brasileira cresce 0,2% em julho e interrompe duas quedas seguidas

Setor acumula uma expansão de 1,1% ao longo de 2026.

Indústria brasileira cresce 0,2% em julho e interrompe duas quedas seguidas
Foto: Agência Brasil

No Rio de Janeiro, a atividade fabril nacional registrou uma leve recuperação de 0,2% na transição de junho para julho de 2026, quebrando uma sequência negativa de dois meses consecutivos de retração. Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), evidenciando uma reação pontual do setor produtivo.

Com esse incremento recente, a indústria do país passa a acumular um ganho de 1,1% nos primeiros sete meses do ano corrente, além de sustentar uma evolução de 0,6% no acumulado dos últimos 12 meses. No entanto, quando confrontado diretamente com julho do ano anterior, o desempenho geral apresentou um recuo de 0,5%, enquanto a média móvel trimestral encolheu 0,8%.

De acordo com a análise técnica do órgão estatístico, o saldo positivo acumulado em 12 meses demonstra uma sutil desaceleração no ritmo de crescimento se comparado ao patamar observado até o mês anterior. Atualmente, o nível de fabricação nacional situa-se 2,1% acima do período que antecedeu a crise sanitária global, em fevereiro de 2020, mas ainda carrega uma defasagem de 15% em relação ao recorde histórico obtido em maio de 2001.

A reação observada no período foi impulsionada pelo avanço em três das quatro grandes divisões macroeconômicas avaliadas. O segmento de bens de consumo semi e não duráveis obteve um incremento de 0,5%, liderando a retomada. Entre os ramos específicos, destacaram-se as altas de 12,2% em equipamentos de informática e eletrônicos, 2,6% em vestuário e acessórios, além de 2,3% em materiais elétricos e 1,1% no segmento de coque e derivados de petróleo.

Por outro lado, o principal vetor de contenção para um resultado mais robusto veio da indústria extrativa, que amargou uma retração de 1%. Outras pressões negativas relevantes foram identificadas nas atividades de impressão e reprodução, com forte queda de 17,2%, produtos diversos com recuo de 9%, metalurgia recuando 1,4%, celulose e papel com baixa de 1,3%, e o setor químico com retração de 0,8%.

Apesar das oscilações negativas em ramos pesados, a disseminação do crescimento foi ampla, visto que o índice de difusão apontou que 69,6% dos 789 produtos avaliados tiveram expansão no mês. Esse patamar representa o segundo melhor desempenho de capilaridade industrial registrado em 2026, sinalizando um cenário de resiliência e estabilização para os rumos da economia nacional.