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Agronegócio

Lucas do Rio Verde começa a desenhar plano da agricultura familiar

Oficina com Sebrae e Empaer reuniu demandas do campo

Lucas do Rio Verde começa a desenhar plano da agricultura familiar
Foto: Prefeitura de Lucas do Rio Verde

Produtores rurais de diversas comunidades de Lucas do Rio Verde se reuniram na manhã desta sexta-feira (4) para a oficina que dá forma ao Plano Municipal da Agricultura Familiar, documento que vai orientar as ações do setor no município pelas próximas décadas.

Além dos agricultores, o encontro teve representantes do Sebrae, da Empaer, da Cooperativa Luverdense de Agricultores Familiares (Cooperlaf), do Sicredi, da Cresol e da Faculdade La Salle. A etapa sucede um diagnóstico já concluído sobre o segmento e serve para recolher propostas de quem vive do campo.

O prefeito Miguel Vaz abriu os trabalhos e defendeu que os avanços sejam definidos a partir da escuta dos produtores. "É um momento importante de colher as informações e as demandas. Já temos um diagnóstico de onde estamos e, agora, essa etapa é justamente para ouvir as demandas", afirmou. Para o prefeito, a agricultura familiar "não pode só produzir; além de produzir, tem que ter rentabilidade. Uma das formas inteligentes é processar aquilo que é produzido lá, por meio da pequena agroindústria".

Os debates foram divididos em cinco eixos: o da Sustentabilidade; o de Agregação de Valor e Comercialização; o de Assistência Técnica e Extensão Rural; o de Regularização Ambiental e Fundiária; e o de Governança e Controle Social. As contribuições de cada grupo passarão por avaliação antes de seguirem para aprovação.

Titular da pasta de Agricultura e Meio Ambiente, Felipe Palis disse que a presença dos produtores garante um documento democrático e ajustado à realidade luverdense. "Daqui vão sair ideias e propostas para que a gente possa compilar e trazer para dentro do plano e, claro, pensar na agricultura familiar nos próximos 10, 20 ou 30 anos aqui no município", destacou. Ele observou que o segmento ganha espaço na economia local: "O agricultor já deixou de ser um agricultor de subsistência. Hoje, a gente chama o produtor da agricultura familiar de um empresário do campo", comparou, citando a venda para a merenda escolar, o comércio atacadista e varejista e os programas de aquisição de alimentos.

A condução dos trabalhos ficou com o consultor do Sebrae Carlos Eduardo Carvalho, para quem o levantamento precisa alcançar pontos como infraestrutura, logística, estradas, certificações, selos e comercialização. Na avaliação dele, o futuro do segmento depende do equilíbrio entre as dimensões ambiental, econômica e social — a rentabilidade, disse, é "um chamativo para a sucessão", enquanto o aspecto social ajuda as famílias a permanecer na atividade.

O plano deve tratar ainda de regularização fundiária das propriedades, assistência técnica, agroindustrialização e fortalecimento da produção. A construção do documento responde também a uma exigência estadual ligada ao Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), com o propósito de atender às necessidades dos pequenos produtores luverdenses.