O senador Magno Malta (PL-ES) utilizou a tribuna do Senado Federal, nesta terça-feira (1º), para oficializar a intenção de protocolar um novo pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar fundamentou sua decisão em denúncias envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o magistrado.
Durante seu discurso, Malta classificou as revelações sobre a conexão entre o banqueiro e o ministro como um "quadro dantesco". O senador questionou a atuação de Moraes em casos que envolvem o Banco Master, instituição que passou por processo de liquidação determinado pelo Banco Central no ano anterior.
"Moraes, neste momento, deveria estar preso: o ministro da Suprema Corte que recebe mais de R$ 130 milhões, e ele mesmo edita o contrato do escritório da sua mulher com Vorcaro", afirmou o parlamentar durante a sessão plenária. A declaração gerou repercussão imediata entre os pares presentes na Casa.
O parlamentar aproveitou o espaço para criticar a postura do Senado Federal diante das crises institucionais. Segundo Malta, a Casa legislativa estaria inerte diante das denúncias. "Nós não estamos aqui para envergonhar o povo brasileiro. Só esta Casa pode dar jeito no Brasil", reforçou o senador ao cobrar providências dos demais colegas.
Além de atacar a conduta de Moraes, Magno Malta estendeu suas críticas aos ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli. O senador também manifestou apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, e solicitou que a população mantenha orações em favor do ministro André Mendonça, responsável pela relatoria do caso no STF.