Os registros de malária cresceram em Alta Floresta, em Mato Grosso, e a Secretaria Municipal de Saúde orienta quem tiver febre ou outros sinais compatíveis com a doença a buscar atendimento imediatamente, sem aguardar o agravamento do quadro. Quanto mais cedo o exame é feito, menor o risco de complicações e de novas transmissões.
O aviso se dirige em especial a quem mora, trabalha ou circula pelas áreas de maior exposição no município: garimpos, comunidades ribeirinhas, estruturas flutuantes e pontos próximos aos rios. Quem passa longos períodos nesses ambientes — incluindo regiões de mata — precisa redobrar a atenção a qualquer sintoma.
Entre os sinais mais comuns estão febre, que pode aparecer e desaparecer em intervalos, calafrios, tremores, suor intenso, dor de cabeça, dores pelo corpo, fraqueza, cansaço, mal-estar e náuseas, com vômitos em parte dos casos. As manifestações variam de pessoa para pessoa, e a febre isolada já justifica a ida a um serviço de saúde, sobretudo para quem esteve em área de risco.
Em Alta Floresta, o exame e o tratamento estão disponíveis no Laboratório de Endemias, no Pronto Atendimento Municipal (PAM) e nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Ao ser atendido, o paciente deve avisar a equipe caso tenha passado por garimpo, mata, comunidade ribeirinha, flutuante ou margem de rio.
Para evitar a infecção, as recomendações incluem aplicar repelente nos horários de maior atividade dos mosquitos, vestir calças e camisas de manga comprida, dormir sob mosquiteiro e instalar telas em portas e janelas sempre que possível. Em casas e estruturas flutuantes, a proteção contra a entrada do inseto deve ser reforçada.
O tratamento iniciado no tempo certo evita o agravamento da doença e ajuda a interromper a transmissão — efeito que protege o paciente e a comunidade. Diante de qualquer sintoma, a recomendação da pasta é uma só: procurar imediatamente uma unidade de saúde.