☀️ Cuiabá, MT 32°C Edição Digital
ASSINAR AGORA
Brasil & Mundo

Nepal: novo risco de inundações suspende resgates após desastre na fronteira

ONU alerta para tragédia sem precedentes na região

Nepal: novo risco de inundações suspende resgates após desastre na fronteira
Foto: ONU News

A região fronteiriça entre o Nepal e o Tibete, na China, enfrenta um cenário de devastação sem precedentes após o colapso de uma geleira e deslizamentos de terra. As operações de resgate, que buscam sobreviventes em áreas isoladas, foram temporariamente interrompidas devido a um novo alerta de inundações que coloca em risco as equipes de socorro no terreno.

Até o momento, as autoridades confirmaram a recuperação de 538 corpos. De acordo com o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha), cerca de 3.750 pessoas foram resgatadas com vida. Contudo, a situação permanece crítica, com aproximadamente 1 mil desaparecidos no lado nepalês e outros 560 na região chinesa.

A coordenadora residente da ONU no Nepal, Lila Yahia, teve sua missão oficial encurtada na última quinta-feira devido à instabilidade climática e ao perigo iminente de novas cheias. O esforço humanitário concentra-se nos distritos de Rasuwa, Nuwakot e Dhading, onde comunidades inteiras foram isoladas pela destruição de pontes e estradas vitais.

Para mitigar a crise, a ONU mobilizou suprimentos emergenciais, incluindo kits médicos, tendas e alimentos para atender 10 mil pessoas durante os próximos três meses. Imagens de satélite também estão sendo utilizadas para mapear as áreas de maior risco e auxiliar as equipes que trabalham em uma corrida contra o tempo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) manifestou preocupação com o possível surgimento de surtos de doenças infecciosas, agravados pela precariedade dos abrigos e pela interrupção dos serviços de saneamento. Paralelamente, o Unicef destacou que cerca de 10 mil estudantes estão sem acesso à educação devido aos danos severos em diversas escolas locais.

Kamal Kishore, do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (Undrr), ressaltou que a tragédia evidencia a fragilidade dos ecossistemas montanhosos diante de eventos climáticos extremos. A Federação Internacional da Cruz Vermelha estima que pelo menos 93 mil pessoas necessitem de assistência humanitária urgente para sobreviver à catástrofe.