A Guiné-Bissau vive um momento de expectativa após a realização do referendo constitucional ocorrido no último domingo, 30 de agosto. Em resposta ao cenário, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, manifestou a necessidade de um compromisso firme com a ordem democrática no país africano.
Por meio de seu porta-voz, Stéphane Dujarric, Guterres enfatizou a importância de assegurar que o processo de transição seja conduzido de maneira pacífica e inclusiva. O objetivo central é garantir o pleno restabelecimento da normalidade institucional dentro do cronograma previsto pelas autoridades locais.
O chefe da ONU destacou a urgência de preservar o espaço cívico e político, garantindo que as liberdades fundamentais da população sejam respeitadas. Este ambiente é considerado essencial para a realização das eleições gerais, que estão agendadas para o próximo dia 6 de dezembro.
As mudanças propostas na nova Constituição preveem alterações significativas na estrutura do Estado, incluindo a redefinição dos poderes presidenciais e a redução do número de assentos no Parlamento, que passaria de 102 para 65 integrantes. O governo de transição defende que a reforma é vital para otimizar a gestão pública.
Para contornar eventuais impasses, a ONU manifestou apoio aos esforços diplomáticos realizados pela Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao) e pela União Africana. O apelo é para que todos os atores políticos busquem o consenso por meio de um diálogo construtivo.
Por fim, a organização reforçou que continuará atuando em conjunto com parceiros regionais por meio de seu representante especial para a África Ocidental e o Sahel. A meta é consolidar um caminho democrático capaz de superar as tensões e garantir a estabilidade necessária ao país.