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ONU defende direitos de afrodescendentes e combate ao racismo sistêmico

Secretário-geral alerta para retrocessos históricos

ONU defende direitos de afrodescendentes e combate ao racismo sistêmico
Foto: ONU News

NOVA YORK - A Organização das Nações Unidas (ONU) celebrou, neste sábado (31 de agosto), o Dia Internacional das Pessoas Afrodescendentes sob o lema "Expandir os direitos humanos dos afrodescendentes". A data reforça a urgência global de garantir reconhecimento, justiça social e desenvolvimento para essas populações, além de propor medidas práticas para combater as desigualdades históricas acumuladas.

Em pronunciamento oficial sobre a data, o secretário-geral da ONU, António Guterres, destacou o empenho da entidade internacional em desmantelar o racismo estrutural que ainda afeta milhões de cidadãos. Guterres apontou a necessidade imediata de eliminar os obstáculos institucionais e sociais que impedem o pleno desenvolvimento e o livre exercício dos direitos fundamentais das populações negras globalmente.

As atividades comemorativas ocorrem no contexto da Segunda Década Internacional dos Afrodescendentes, instituída pela Assembleia Geral da ONU em 2024. A iniciativa busca enfrentar disparidades persistentes, combater a discriminação sistêmica e mitigar as consequências geracionais deixadas pelo colonialismo e pelo tráfico transatlântico de escravizados.

O secretário-geral também fez um alerta contundente sobre o risco de retrocessos nos direitos conquistados. Segundo o líder da ONU, narrativas falsas que tentam minimizar as dificuldades cotidianas enfrentadas por esse grupo e apagar a memória histórica das pessoas de origem africana representam uma grave ameaça ao progresso social contemporâneo.

A mobilização internacional promove a defesa ampla de garantias civis, políticas, econômicas, sociais e culturais. A meta prioritária é viabilizar o acesso igualitário a setores essenciais da sociedade, como educação de qualidade, moradia digna, mercado de trabalho justo, saúde pública eficiente e novas oportunidades de crescimento econômico.

Por fim, a data serve como plataforma estratégica para estreitar a cooperação mútua entre as Nações Unidas, os governos dos países-membros e as entidades da sociedade civil organizada. Por meio desse esforço coletivo, busca-se aprimorar leis, políticas públicas e estruturas institucionais voltadas para a erradicação definitiva da xenofobia, da intolerância e do preconceito racial.