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Eleições 2026

Pesquisa aponta lacunas nas propostas de gênero em planos de governo

Estudo do Instituto Update avalia propostas de 12 presidenciáveis para mulheres, destacando falhas em políticas de poder, segurança e autonomia econômica.

Estudo analisa 12 candidaturas à Presidência da República

Um levantamento inédito realizado pelo Instituto Update avaliou os planos de governo de 12 candidaturas à Presidência da República, revelando que, embora pautas voltadas às mulheres estejam presentes, elas carecem de detalhamento estrutural. A análise focou exclusivamente em propostas que mencionam explicitamente o público feminino, deixando de lado políticas universais que não fazem esse recorte específico.

Segundo o estudo, a violência contra a mulher é o tema com maior adesão, aparecendo em 75% dos planos analisados. As estratégias variam desde o fortalecimento de redes de proteção e casas-abrigo até o endurecimento de penas e uso de monitoramento eletrônico. Contudo, o instituto ressalta que os programas ainda falham ao não abordar a insegurança que limita a mobilidade urbana e o uso dos espaços públicos pelas mulheres.

A autonomia econômica também figura em mais da metade das propostas (58%), abrangendo desde o incentivo ao empreendedorismo até a defesa da igualdade salarial. Apesar da convergência temática, há uma disputa ideológica sobre os caminhos para alcançar essa independência, variando entre o foco em políticas públicas de proteção social e o estímulo ao crédito e à educação financeira.

Um dos pontos mais críticos revelados pela pesquisa é a baixa representatividade feminina nos espaços de poder. Apenas um candidato apresentou estratégias concretas para o combate à violência política de gênero e a formação de lideranças. Esse cenário contrasta com o desejo do eleitorado, já que 72% das entrevistadas em levantamentos anteriores defendem o aumento da representação política feminina.

O relatório aponta ainda que o cuidado é frequentemente associado à maternidade ou à infraestrutura pública para liberar tempo das mulheres. Para o Instituto Update, a falta de metas claras, instrumentos de implementação e articulação com políticas já existentes torna muitas das promessas superficiais, tratando a mulher mais como destinatária passiva do que como participante ativa das decisões políticas.

Com informações da Agência Brasil.