O debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso, realizado pela TV Vila Real nesta terça-feira (1º), foi marcado por um clima de alta hostilidade. O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o senador Wellington Fagundes (PL) protagonizaram o momento mais crítico da noite, com ataques diretos que superaram o tom habitual da disputa eleitoral.
O confronto foi iniciado por Wellington Fagundes, que questionou a trajetória política de Pivetta e sua ligação com a gestão do ex-governador Pedro Taques. O senador desafiou publicamente o atual governador a abrir seus sigilos bancário e fiscal, afirmando que ele próprio já havia adotado essa medida de transparência com seus familiares.
Pivetta evitou responder diretamente ao desafio sobre seus dados financeiros. Em vez disso, o governador defendeu sua trajetória como empreendedor e político, enfatizando sua atuação ao lado do ex-governador Mauro Mendes. Ele rebateu as críticas classificando o histórico de 35 anos do adversário no setor público como um período de estagnação para o estado.
O tom da discussão subiu na tréplica, quando Pivetta acusou o senador de utilizar sua influência em Brasília para fins pouco republicanos. “Eu nunca fiz noitadas em Brasília para fazer lobby, para arrumar negócios, para indicar agentes no DNIT, para intermediar negócios”, disparou o governador durante o embate.
Wellington Fagundes, por sua vez, tentou desqualificar a postura de Pivetta, declarando que o governador evita o confronto direto e busca vencer a eleição sem prestar contas à população. O senador reforçou que sua atuação parlamentar foi fundamental para o envio de recursos a diversos municípios mato-grossenses, incluindo Lucas do Rio Verde.
O debate expôs o distanciamento entre os projetos políticos dos candidatos, que agora intensificam a retórica de ataques pessoais na reta final da campanha. A troca de farpas reflete a polarização da disputa pelo comando do Palácio Paiaguás e a busca por votos decisivos dos eleitores mato-grossenses.