Durante o debate realizado pela TV Vila Real nesta terça-feira (1º), o candidato ao Governo de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), anunciou que o Estado possui cerca de R$ 100 milhões depositados em juízo. O montante é destinado ao ressarcimento de servidores públicos que foram lesados por taxas de juros consideradas abusivas em contratos de empréstimos consignados.
Pivetta explicou que a administração estadual ingressou com ações judiciais para revisar os valores cobrados pelas instituições financeiras. Segundo o candidato, o objetivo é garantir que o excedente financeiro, classificado como abusivo, retorne ao patrimônio dos trabalhadores do setor público assim que houver a sentença favorável do Poder Judiciário.
O questionamento sobre o superendividamento do funcionalismo foi conduzido pela jornalista Luciana Gavilha. Durante o embate, a mediadora instou o candidato a esclarecer qual seria a responsabilidade do Executivo estadual frente ao cenário de endividamento que atinge parte significativa do quadro de servidores em Mato Grosso.
Ao responder, o postulante ao cargo de governador admitiu que o Estado teve participação no processo, uma vez que o sistema de consignação foi autorizado pelo poder público. Contudo, ele ponderou que a decisão pela contratação dos créditos partiu individualmente de cada servidor junto aos agentes financeiros.
O candidato ressaltou que, embora existam 25 instituições financeiras envolvidas na oferta desses empréstimos, o compromisso de sua gestão é auditar e sanar as irregularidades identificadas. Pivetta reafirmou que a medida corretiva visa estancar os abusos praticados e assegurar a devolução imediata dos valores retidos judicialmente.
A promessa de ressarcimento coloca o tema dos consignados no centro das discussões eleitorais, evidenciando a preocupação com a saúde financeira dos servidores. O desfecho da situação agora depende estritamente da celeridade do Judiciário mato-grossense na análise dos processos movidos pelo Estado.