Os nove candidatos à Presidência da República tiveram nesta sexta-feira (4) um dia de caminhada, comício, sabatina, visitas e entrevistas a emissoras de rádio, em roteiro que passou por São Paulo, Bahia, Ceará e Pernambuco e chegou a Lisboa, em Portugal. O giro de agendas foi divulgado pela Agência Brasil.
Wilson Grassi (Democrata) não realizou atividades públicas de campanha. Já Augusto Cury (Avante) esteve em São José do Rio Preto (SP), onde almoçou com empresários, visitou a Fundação Faculdade de Medicina e conversou com eleitores no Mercado Municipal e na região central. Cury declarou que, se vencer a disputa, pretende extinguir a reeleição para os cargos do Executivo. "Cargos públicos não devem ser tratados como patrimônio pessoal ou familiar", afirmou.
Clariana Barão (Democracia Cristã) também ficou sem agenda pública de campanha. Edmilson Costa (PCB), por sua vez, cumpre compromissos da secretaria-geral da legenda em Lisboa, capital portuguesa.
Flávio Bolsonaro (PL) visitou um hub de tecnologia em São Carlos (SP) e defendeu a qualificação e a capacitação de jovens, medida que, na avaliação dele, ajuda a atrair empresas estrangeiras ao país. "É um exemplo a ser seguido e que a gente pretende replicar para que os nossos cérebros, nossas mentes brilhantes fiquem aqui no Brasil, desenvolvam as suas ideias aqui no Brasil e ganhem dinheiro aqui no Brasil", disse.
Hertz Dias (PSTU) percorreu Alagoinhas (BA), deu entrevistas às rádios 93FM e Ouro Negro FM e distribuiu panfletos; à noite, acompanhou a apresentação do programa do partido. O candidato cobrou um projeto de desenvolvimento voltado às demandas do Nordeste. "Grandes empresas chegam exigindo isenções fiscais, pagando poucos impostos e oferecendo salários baixos. Enquanto isso, estados e municípios abrem mão de recursos que poderiam ser investidos em saúde, educação, infraestrutura e geração de empregos", criticou.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caminhou com eleitores em Juazeiro do Norte (CE) e, em entrevista à Rádio Progresso, defendeu a aprovação, no Senado, do fim da escala de trabalho 6x1. "E falta aprovar o fim da escala 6x1, para a gente ter o povo brasileiro trabalhador descansando um pouco mais, ficando um dia a mais com a família, ou seja, o trabalhador vai poder estudar, vai criar os filhos, vai visitar parentes, vai fazer as coisas que todo mundo gosta de fazer", declarou.
Renan Santos (Missão) esteve em Olinda (PE), onde participou de um comício.
Romeu Zema (Novo) foi sabatinado pelo Estadão, em São Paulo, e reuniu-se com integrantes da União Santa Ifigênia, grupo que reúne comerciantes e empresários do varejo. Ao comentar o projeto aprovado no Congresso que acaba com a chamada "taxa das blusinhas", avaliou que o fim do imposto sobre compras internacionais de até US$ 50 cria dificuldades para o empresário nacional, que pode preferir "fechar a sua loja aqui, o seu e-commerce, abrir em outro país e vender para o brasileiro".