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Política

Senador Cleitinho cobra avanço de impeachment contra Alexandre de Moraes

Parlamentar também cobrou ações contra o feminicídio.

Senador Cleitinho cobra avanço de impeachment contra Alexandre de Moraes
Foto: Agência Senado

Durante pronunciamento no Plenário do Senado Federal, em Brasília (DF), nesta quarta-feira (2), o senador Cleitinho (Republicanos-MG) defendeu de forma enfática que a Casa dê prosseguimento aos pedidos de impeachment protocolados contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar argumentou que revelações recentes sobre investigações envolvendo o magistrado e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro sustentam a necessidade de uma apuração rigorosa.

De acordo com o senador mineiro, as denúncias publicadas pela imprensa justificam a abertura imediata do processo de impedimento. Cleitinho questionou a conduta ética no episódio e cobrou uma postura ativa dos colegas de parlamento para analisar a situação do ministro da Suprema Corte.

Em seu discurso, o congressista ressaltou o papel fiscalizador do Legislativo. "Não é normal um banqueiro que fraudou o Brasil inteiro, em bilhões de reais, mandar uma mensagem para um ministro do STF dizendo para ele se poderia fugir em dois dias. Então, chegou a hora de o Senado passar o país a limpo. Cabe a nós, senadores, poder pautar o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes", declarou Cleitinho.

Além das críticas ao Judiciário, o senador aproveitou o espaço na tribuna para abordar o avanço dos índices de feminicídio no território nacional. Cleitinho cobrou a estruturação de políticas públicas integradas e eficientes que foquem na prevenção primária da violência de gênero.

Para o parlamentar, a desconstrução da violência doméstica deve ser iniciada ainda na infância, unindo os esforços de núcleos familiares e instituições de ensino. Ele também salientou a urgência de garantir independência financeira às mulheres em situação de vulnerabilidade, permitindo que elas rompam ciclos abusivos e denunciem os agressores.

Ao detalhar sua visão sobre a formação educacional das crianças, o senador concluiu: "A gente muda isso com conscientização nas escolas, dentro de casa. É o pai e até o professor dizerem para os meninos: 'Quando você virar homem, você não tem que bater nas mulheres'. É a mesma coisa para a menina que está com seus 7, 8, 9 anos: a mãe e o pai falarem que, quando um homem quiser apontar o dedo ou quiser agredi-la, ela tem que denunciar".