Em pronunciamento realizado no Plenário do Senado, em Brasília, a senadora Zenaide Maia (PSD-RN) manifestou apoio contundente à Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019), que visa reduzir a jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas. A parlamentar argumentou que a medida é essencial para abrir caminho rumo ao fim da escala 6x1, caracterizada por seis dias de serviço e apenas um de descanso.
De acordo com a senadora, a manutenção do modelo atual de escala compromete diretamente a saúde mental dos trabalhadores e inviabiliza a convivência familiar saudável. Ela enfatizou que a mudança legislativa representa uma questão de justiça social urgente, tendo as mães solo como as principais beneficiadas pela flexibilização da rotina de trabalho.
“As pessoas têm que trabalhar para viver, e não para morrer. Não tem como você ter só um dia de folga por semana e ter saúde mental. E as mães solo são as que mais sofrem. Muitas vezes, essas mães, nas periferias dos grandes centros, levam duas horas para chegar ao trabalho e duas horas para voltar para casa. Então, essa escala 6x1, na verdade, é cruel e maltrata”, declarou Zenaide Maia.
Zenaide Maia pontuou que diversos empresários já adotam regimes de trabalho mais flexíveis de forma voluntária, colhendo resultados positivos com o aumento de produtividade das equipes. Para a congressista, a aprovação da PEC será um divisor de águas histórico no mercado de trabalho nacional, assemelhando-se aos avanços conquistados com a regulamentação dos direitos das trabalhadoras domésticas.
Além da pauta trabalhista, a parlamentar celebrou a aprovação recente, em comissão mista, da Medida Provisória 1.369/2026. O texto prorroga e amplia a força-tarefa destinada a diminuir o tempo de espera na análise de benefícios administrados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
“O principal beneficiário dessa medida, gente, é o cidadão que depende do INSS para o reconhecimento de direitos de natureza alimentar: aposentadorias, benefícios por incapacidade e benefícios assistenciais. A redução dos prazos de análise representa maior efetividade da proteção social e maior eficiência na prestação do serviço público”, concluiu a senadora, reforçando a importância de assegurar direitos previdenciários fundamentais.