O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer, a partir de outubro, três novos fármacos destinados ao tratamento de pacientes com câncer de pulmão. A medida contempla os medicamentos brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe, ampliando o acesso a terapias de alta complexidade na rede pública brasileira.
Segundo dados do Ministério da Saúde, a expectativa é que cerca de 1,9 mil pessoas sejam atendidas pela nova política. A inclusão desses itens é estratégica, visto que, no setor privado, o custo anual de tais medicações pode alcançar a marca de R$ 643 mil por paciente.
O brigatinibe e o gefitinibe funcionam como terapias-alvo orais, focadas em atacar alterações específicas das células tumorais. A grande vantagem é a possibilidade de administração domiciliar, o que reduz o desgaste do paciente e apresenta uma incidência menor de efeitos colaterais severos, comuns em sessões tradicionais de quimioterapia.
Já o durvalumabe atua como um estimulante do sistema imunológico, auxiliando o organismo a combater o avanço dos tumores. Este fármaco é direcionado especificamente para casos de câncer de pulmão em estágio 3, quando o paciente não apresenta condições clínicas para a realização de procedimentos cirúrgicos.
Conforme comunicado oficial da pasta, o uso dessas substâncias proporciona avanços significativos na sobrevida global dos pacientes. O financiamento será integralmente custeado pelo governo federal, por meio da Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco).
A implementação da AF-Onco visa otimizar a oferta de tratamentos oncológicos de alto custo no SUS. Com a inclusão desses novos itens, a rede pública amplia em 35% a disponibilidade de terapias especializadas, totalizando 23 medicamentos de ponta acessíveis à população.
A projeção do Ministério da Saúde é que a política de assistência farmacêutica alcance mais de 100 mil pessoas em todo o território nacional. O orçamento anual destinado para viabilizar esse suporte aos pacientes oncológicos está estimado em R$ 2,1 bilhões.