A Prefeitura de Várzea Grande promoveu, nesta segunda-feira (31), o 1º Encontro Intersetorial com as Famílias Atípicas no Complexo Esportivo Fiotão. O evento marcou o anúncio de uma série de políticas públicas focadas na integração entre Educação, Saúde e Assistência Social para garantir um atendimento humanizado a crianças neurodivergentes e pessoas com deficiência (PCDs).
A prefeita Flávia Moretti enfatizou que a prioridade da gestão é a desburocratização do acesso aos serviços. Entre as principais mudanças, está a antecipação em dez dias do período de matrícula para esse público, além da criação de salas de recursos multifuncionais em escolas da rede municipal e a descentralização de unidades de atendimento especializado.
Outro ponto central do projeto é a implementação de um fluxo de dados unificado. A partir de agora, o histórico escolar e de acompanhamento da criança será registrado e compartilhado entre as pastas, assegurando que o suporte seja contínuo, inclusive na transição para a rede estadual de ensino.
A estrutura de atendimento também passará por melhorias significativas na Saúde. O secretário interino Michael Alves destacou a reestruturação do Centro Especializado em Reabilitação (CER) e a construção de uma nova sede equipada com salas sensoriais e ginásio, além da ativação da Unidade Descentralizada de Reabilitação (UDR) no bairro São Mateus.
A secretária de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, reforçou que a escuta ativa das famílias é o pilar das novas ações. Segundo a gestora, a escola funcionará como um canal direto de conexão, permitindo que professores identifiquem necessidades e acionem imediatamente as secretarias de Saúde e Assistência Social.
Atualmente, o município contabiliza cerca de 2,3 mil estudantes neurodivergentes ou com deficiência. Para a presidente do Movimento das Famílias Atípicas, Dina Toledo, o diálogo aberto com a administração municipal é um passo essencial para transformar a realidade da inclusão em Várzea Grande.