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Polícia

MPRJ defende asfixia financeira para combater crime organizado no Rio

Foco das investigações passa a ser o confisco de bens

MPRJ defende asfixia financeira para combater crime organizado no Rio
Foto: Agência Brasil

RIO DE JANEIRO – O enfrentamento às facções criminosas deve priorizar o sufocamento financeiro e a retomada de bens para desmantelar suas estruturas de poder. A tese foi defendida pelo procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Antônio José Campos Moreira, durante um debate com lideranças corporativas na capital fluminense.

No encontro promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), o chefe do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) explicou que as organizações ilícitas atualmente operam como corporações privadas, gerando uma concorrência desleal no mercado formal.

Diante desse cenário, Moreira destacou que a estratégia institucional tem focado no rastreamento de fluxos monetários e na investigação patrimonial. A meta principal do órgão é neutralizar o poder financeiro das quadrilhas, inviabilizando a manutenção de suas operações.

Segundo o procurador-geral, a expansão territorial permitiu que as facções diversificassem suas fontes de receita, migrando inclusive para negócios lícitos. Ele apontou que o tráfico de entorpecentes acabou se tornando uma atividade secundária para esses grupos no Rio de Janeiro.

"Os impactos econômicos e financeiros são enormes. São tributos que o Estado e os municípios deixam de arrecadar. São empresários que poderiam estar empreendendo, trabalhando", declarou o chefe do Ministério Público durante a reunião com os empresários.

O avanço do crime sobre a economia formal prejudica diretamente a arrecadação pública e afasta novos investimentos privados no estado. Com isso, o Ministério Público reforça a urgência de uma atuação focada na inteligência financeira para desestabilizar as milícias e o narcotráfico.