Se o calor de Várzea Grande já é suficiente para fritar um ovo no asfalto sem gastar gás, o Pronto-Socorro local resolveu inovar e oferecer uma experiência completa de termas romanas — só que sem o glamour. Na tribuna da Câmara Municipal de Várzea Grande, a vereadora Gisa Barros (Podemos) pintou o retrato falado de um verdadeiro forno público disfarçado de hospital.
A coisa anda tão sufocante que o kit de sobrevivência do paciente agora exige ventilador levado de casa. Segundo o relato da parlamentar neste início de setembro, há salas onde até cinco aparelhos particulares tentam, em vão, empurrar o vento quente de um lado para o outro porque os aparelhos de ar-condicionado da prefeitura resolveram tirar férias coletivas.
Para completar o pacote de desolação, a sujeira tomou conta dos corredores, fruto de pagamentos atrasados à empresa de limpeza terceirizada. Entre o bafo quente e a poeira, resta ao cidadão torcer para que a saúde resista ao próprio templo da cura.